RITMO DE SAMBA NO VIOLÃO

É sempre um grande desafio tocar ritmos brasileiros no violão. As variações são diversas e em cada região do país é possível encontrar diferentes formas e nomes para determinados ritmos, devido às várias misturas culturais do país, gerando inúmeras linguagens rítmicas. Mas, é um ritmo muito presente na música brasileira e interessante de se aprender a tocar. Então, conheça um pouco mais sobre o ritmo de samba, uma das principais manifestações culturais populares brasileiras, e aprenda a tocá-lo. Confira!

RITMO DE SAMBA

O samba é considerado um ritmo diferenciado e muito rico. Dependendo do tipo de samba, a música é feita com o violão, viola ou cavaquinho acompanhado de instrumentos de percussão.

Veja a aula abaixo:

 

O Samba é um estilo complexo, porém muito intuitivo para quem cresceu ouvindo. Mas todos podem aprender a tocá-lo, basta praticar as técnicas e ouvir os representes do etilo. Esteja aberto pra pesquisar os vários tipos de samba, seus principais intérpretes e o contexto de cada época.

 

A HISTÓRIA DO SAMBA

O samba é uma dança e um gênero musical que nasceu da mistura da cultura africana e brasileira. O samba surgiu no século XVIII, na Bahia, e é descendente do lundu (canto e dança populares no Brasil do século XVIII). Começou como dança de roda originada em Angola e trazida pelos escravos. Também conhecido por umbigada ou batuque, consistia em um dançarino no centro de uma roda, que dançava ao som de palmas, coro e objetos de percussão e dava uma ”umbigada” em outro companheiro da roda, convidando-o a entrar no meio do círculo.

 

SAMBA

Com a transferência, da mão-de-obra escrava da Bahia para o Vale do Paraíba e, logo após, o declínio da produção de café e a abolição da escravatura, os escravos libertos deslocaram-se em direção a então capital do Brasil Imperial, Rio de Janeiro, e o samba entrou em contato com outros ritmos populares da região como a polca, o maxixe e o xote.

Mas foi em 1920 que o samba se popularizou e fortaleceu suas raízes no Rio de Janeiro. Apesar de o ritmo inspirar alegria e ser tão contagiante, o samba era malvisto por muitos na década de 20 e durante muito tempo quem fosse visto cantando ou dançando samba corria o risco de ser preso.

No final da década de 20, o samba começou a ganhar mais originalidade adquirindo um formato “genuíno” ou “de raiz” passando a se consolidar no Rio de Janeiro como uma expressão musical urbana e moderna. O samba começou a ser mais bem aceito e passou a ser visto como um verdadeiro símbolo da cultura nacional, sobretudo no governo de Getúlio Vargas, tornando-se patrimônio imaterial do Brasil.

 

SAMBA

Apesar de existir em várias partes do país sob a forma de diversos ritmos e danças populares regionais que se originaram do batuque, o samba como gênero musical é entendido como uma expressão musical urbana do Rio de Janeiro, onde o samba adquiriu um caráter totalmente singular, se tornou a identidade do povo brasileiro e ganhou proporção mundial.

A gravação da música Pelo Telefone é considerada, segundo os registros da Biblioteca Nacional, como um marco da história moderna e urbana do samba, já que é o primeiro samba a ser gravado no Brasil. Tempos depois, o samba toma as ruas e espalha-se pelos carnavais do Brasil.

À medida que o samba evoluiu, ele ganhou novos sotaques, novos modos de ser tocado e cantado. É isso que faz dele um dos ritmos mais ricos do mundo. Atualmente, muitos cantores de samba incrementaram esse ritmo, acrescentando outros tipos de letras e instrumentos, oferecendo uma melodia diferenciada e enriquecida.

 ALGUNS TIPOS DE SAMBA

Entre as décadas de 20 e 30, o gênero ganha muitas variações tais como o samba-enredo, o samba-choro e o samba-canção. É desse período, também, o surgimento dos sambas criados para os grandes blocos de Carnaval.

  • Samba de roda: Muito parecido com a roda de capoeira, é a raiz do samba brasileiro e está registrado na Unesco como patrimônio da humanidade. Surgiu na Bahia por volta de 1860 e logo desembarcou também no Rio de Janeiro. O samba-de-roda, como a dança, começa devagar e se torna cada vez mais forte e cadenciado, sempre acompanhado por um coro para repetir o refrão. 

  • Samba de breque: Criado no final dos anos 20 em botecos do Rio de Janeiro. Este estilo quase sempre conta uma história engraçada, tem momentos de paradas rápidas, onde o cantor pode incluir comentários.

  • Samba-enredo: Surge no Rio de Janeiro durante a década de 1930 juntamente com os primeiros desfiles de escola de samba. Com uma batida rápida e ritmada, o samba-enredo é caracterizado por apresentar canções com temáticas de caráter histórico, social ou cultural.

SAMBA NO VIOLAO

  • Samba de partido alto: Esse subgênero se difundiu nos morros cariocas na década de 1930. Com letras improvisadas, entre um refrão e outro, os músicos criavam versos na hora, quase como repentistas. O estilo trata de temas do cotidiano, e sempre com o maior bom humor. Os compositores mais conhecidos são: Moreira da Silva, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho.

  • Samba-canção: O samba-canção nasceu em bares cariocas, na transição entre a virada dos anos 30 para os anos 40. Também conhecido como samba de fossa, tem uma batida mais lenta e cadenciada que lembra bastante o bolero, com letras sentimentais e românticas. Os sambistas referências desse subgênero são Noel Rosa e Cartola.

  • Samba-exaltação: O marco inicial desse estilo de samba é a música “Aquarela do Brasil” de Ary Barroso, lançada no ano de 1939. Com letras patrióticas e ressaltando as maravilhas do Brasil.

RITMO DE SAMBA

  • Samba de gafieira: Foi criado na década de 1940. Derivado do maxixe, o samba de gafieira tem acompanhamento de orquestra, um som rápido e uma batida mais forte. É muito usado nas danças de salão.

  • Pagode: Essa variante do samba surgiu no Rio de Janeiro na década de 1980, a partir da tradição das rodas de samba. Tem um ritmo repetitivo e utiliza instrumentos de percussão e sons eletrônicos. Espalhou-se rapidamente pelo Brasil, graças às letras simples e românticas.

  • Bossa Nova: Cansados da fossa do samba-canção, alguns compositores decidiram fazer músicas sobre temas mais leves no final dos anos 50. Nascia a bossa nova. Mestres como Tom Jobim e João Gilberto faziam um samba bem diferente, com grande influência do jazz. Com construções musicais mais “complexas”, a bossa nova tem o chamado “violão gago”, tocado num ritmo diferente do da voz e dos outros instrumentos. O assunto preferido eram as belezas da vida, da praia às mulheres.

Por sua história, suas conquistas, sua originalidade e por ser um ritmo que traduz o sentimento, o jeito de ser, a essência do povo brasileiro, o samba hoje é uma paixão nacional, que conquista gerações.

Veja também “RITMO DE REGGAE NO VIOLÃO”.

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